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Efeito Bullying

16 nov

Em inglês a palavra “bully” significa algo semelhante a “valentão”. Ou seja, aquele colega que maltrata os outros. O termo “bullying” é o verbo, que vem do ato de intimidar intencionalmente, por repetidas vezes, física ou psicologicamente, um indivíduo ou grupo específico. É um problema encontrado em grande parte das salas de aula e em locais de convivência entre crianças, jovens, podendo até se estender ao ambiente de trabalho.

Autoria da foto: www.dailymail.co.uk

Bully (Modelos posaram para a foto). Foto: www.dailymail.co.uk

Existem dois tipos de bullying: o chamado direto e indireto.
O bullying direto é o que estamos acostumados a ver nos jornais ou televisão, que envolve agressões físicas e ocorre geralmente entre meninos (muito embora casos entre meninas já tenham sido reportados: http://ow.ly/3aeC1).
O bullying indireto, mais comum entre as meninas, é relacionado à exclusão social, ocasionado com armas diferentes, mas não menos agressivas, tais como: recusa de socializar com a vítima, intimidação de quem se aproximar socialmente dela, espalhar boatos e/ou criticar aspectos sociais como fatores culturais, etnia, religião, modo de se vestir.
(Olweus p.18http://ow.ly/3aeIV)

A criança intimidada tem pior desenvolvimento escolar e pode desenvolver traumas psicológicos sérios, se envolver com drogas e, em casos mais extremos, levar a vítima a cometer suicídio e/ou a se vingar (casos de adolescentes que atiram em colegas em escolas americanas e brasileiras: http://ow.ly/39ASb).

É importante frisar que este comportamento agressivo entre os jovens é um problema de todos nós. Alguém que sofreu violência por muito tempo durante a infância tem mais chances de se tornar um cidadão com menor potencial de trabalho, menor autoestima, maior propensão a desenvolver doenças como a depressão e necessitar de mais apoio do Estado. Certamente,  agressores juvenis também são um problema: atos de violência na escola podem ser os primeiros passos para o caminho da delinquência.

Saiba identificar casos de bullying, para diferenciá-los de conflitos normais:

  • Tem objetivo de ferir e prejudicar
  • Aparenta ser intenso, o que ocorre por um período significativo de tempo
  • O intimidador procura ter poder e controle sobre a vítima
  • Não há pedido de desculpas

Sinais indicativos de que alguma criança próxima pode estar sofrendo bullying

  • Dificuldade de concentração na aula e fora dela
  • Quer fazer caminhos diferentes para ir à escola
  • Perda repentina de interesse por atividades ou eventos promovidos pela escola
  • Queda repentina de notas
  • Linguagem corporal de vítima (ombros curvados, cabeça baixa, não olha as pessoas nos olhos)
  • Volta para casa com ferimentos e hematomas inexplicáveis
  • Seus bens são constantemente “perdidos” ou danificados sem explicação
  • Sente-se deprimido
  • Fala sobre suicídio

(Allan Beane)

Quer saber mais?

  • Uma nova modalidade de provocações é conhecida como cyberbullying. Uma situação em que a vítima é exposta na internet, podendo tomar grandes proporções e gerar graves problemas. Veja um caso aqui: http://ow.ly/3ahuR
  • O caso “rodeio das gordas” (http://ow.ly/39B13), ocorrido na Unesp (Universidade Estadual Paulista), chocou o país e foi amplamente divulgado pela mídia.
  • Um exemplo ilustrativo de quão corriqueira é a situação de bullying, que ensejou até a produção de um videogame sobre isso:  “The Bully” – que foi proibido no Brasil por trazer cenas fortes de violência (http://ow.ly/38aUu) Trailer: http://ow.ly/38bg5.

Fontes:
Beanne. Allan L. “Proteja seu filho do Bullying” (inglês): http://ow.ly/38b2x
Olweus. Dan “Bullying at school: what we know and what we can do” (inglês): http://ow.ly/3aeIV (mais…)

Clipping Geo-5 ONU

10 nov

Alguns links interessantes sobre a reunião do Geo-5 que está acontecendo agora no Cairo.

Site oficial:
http://www.unep.org/geo/
Planeta Sustentável:
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/fabio-feldmann-pnuma-onu-geo-5-relatorio-ambiental-608070.shtml

Observatório Eco:
http://www.observatorioeco.com.br/index.php/fabio-feldmann-participa-do-geo-5-evento-da-onu/

Blog da Revista Amazônia:
http://revistamazonia.blogspot.com/2010/11/fabio-feldmann-sera-um-dos-autores-do.html

Meu Apoio a José Serra

28 out

Apóio o Serra, pois creio que ele é o mais preparado para governar o Brasil e o mais comprometido com o desenvolvimento sustentável, ao contrário da candidata Dilma, que sempre se opôs as questões ambientais, razão pela qual a senadora Marina Silva deixou o PT.

É sabido que durante o Governo Estadual de Serra foi sancionada a Lei Estadual de Mudanças Climáticas (http://ow.ly/2ZKP3 ). Esta lei estabelece uma meta de redução de 20% de emissões de gases do efeito estufa até 2020 (com base nos dados de 2005). Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso foi criado o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (www.forumclima.org.br) e no governo Alckmin foi criado o Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade (do qual até fui Secretário Executivo) (www.bioclimatico.com.br).

A candidata Dilma, em contrapartida, em inúmeras ocasiões mostrou-se pouco envolvida com questões ambientais. Por exemplo entre 2003 e 2010, quando exerceu a Presidência do Conselho de Administração da Petrobras (como Ministra de Minas e Energia e Ministra Chefe da Casa Civil), não exigiu o cumprimento integral das normas (Lei Federal de n.º 8.723/93 de minha autoria) que obrigavam a produção e distribuição de um diesel mais limpo (S-50), com menor adição de enxofre (não podemos esquecer que nossa frota de ônibus é abastecida com o diesel S-500, de péssima qualidade, e este enxofre se transforma em poluição do ar).

*S-50 é 50 partes por milhão de enxofre, o S-500 atual tem 500 partes por milhão.

Sobre a qualidade de nosso ar, especificamente, chamo atenção para a enorme dependência do Brasil em relação ao transporte pesado (ônibus e caminhões) movido a este diesel altamente poluente, o que além de gerar problemas ambientais também representa menor eficiência energética e desequilíbrio com os outros modais de transporte.

Há estudos técnicos que mostram que melhorar o diesel custaria R$ 875 milhões por ano, ou R$ 72 milhões por mês. Não fazer estes investimentos significa matar precocemente cerca de 6 mil brasileiros por ano, sendo metade na Região Metropolitana de São Paulo. Este investimento é irrisório para a Petrobras, que anunciou mais de R$ 300 bilhões em 2020 para a exploração do petróleo na camada pré-sal.

Como podem perceber, está não é meramente uma questão ambiental, e sim de SAÚDE PÚBLICA.

A posição partidária do PV foi a independência: permitindo assim que os filiados fizessem suas escolhas. Essa é a premissa da democracia, a possibilidade de se possuir idéias diferentes.

Aliás, não estou sozinho nesta escolha e me considero muito bem acompanhado por Fernando Gabeira e Eduardo Jorge, que escreveu um artigo na Folha de S.Paulo (“Vermelho, azul e verde” O apoio ao candidato Serra é uma escolha que leva em consideração a emergência ambiental e a consolidação democrática do nosso país texto reproduzido aqui: http://ow.ly/2Zww0 )

Também há a uma questão central importantíssima do Porto Sul, o qual o manifesto detalhado foi publicado no post anterior: O Porto Sul é obra prioritária do PAC (Governo Federal do Lula) e provavelmente seria continuada por Dilma.

E, finalmente, não podemos esquecer que a alternância de poder é um fator primordial para a manutenção da democracia.

Manifesto sobre o Porto Sul

27 out

Em 25 de abril foi escrito o seguinte manifesto contra a implantação do Complexo Porto Sul, obra do PAC que comprometerá enormemente a biodiversidade única da região. A região precisa sim crescer, mas de maneira ordenada em sintonia com o Meio Ambiente.


MANIFESTO

1. Considerando que o Sul da Bahia é caracterizado por sua extrema riqueza natural, paisagística, histórica e cultural, abrigando um enorme patrimônio ecológico e socioambiental do planeta e do Brasil, traduzido por espécies animais e vegetais endêmicas e ameaçadas de extinção, ou seja, espécies que poderão ser exterminadas da face da Terra se não forem preservadas;

2. Considerando que o Sul da Bahia foi objeto de narrativas de importantes naturalistas*, que estiveram presentes na região e relataram suas experiências, constituindo importantes referências históricas para o Brasil e o mundo;

*Como Charles Darwin (informação não faz parte do texto original)

3. Considerando que o turismo é uma das principais atividades da região, tendo um papel fundamental no combate à pobreza e sendo uma ferramenta crucial para o desenvolvimento sustentável;

4. Considerando que as principais motivações turísticas da Bahia são (i) a NATUREZA e (ii) o PATRIMÔNIO HISTÓRICO, e que o Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo – Nordeste), financiado por recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para promover a expansão e melhoria da qualidade da atividade turística na Região Nordeste e para melhorar a qualidade de vida das populações residentes nas áreas beneficiadas, pode ter sua credibilidade institucional ameaçada com a implantação do Complexo Porto Sul;

5. Considerando que a biodiversidade marinha do Sul da Bahia, em especial os recifes de coral, é considerada como de extrema importância biológica, é conferida à região uma enorme responsabilidade de proteção e uso sustentável desses ambientes, devido à variedade de bens e serviços que promovem, tais como (i) proteção do litoral contra a ação das ondas, (ii) berçários para as espécies marinhas, (iii) uso recreativo e turístico e (iv) fontes de compostos medicinais, além do Sul da Bahia ser um importante depositário de espécies endêmicas;

6. Considerando que o Brasil é signatário da Convenção da Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU) e da ICRI (International Coral Reef Initiative) - Iniciativa Internacional dos Recifes de Coral, tendo firmado compromissos no âmbito internacional para a proteção e conservação da biodiversidade e que, além disso, a ONU declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade;

7. Considerando que a área onde se pretende instalar o Terminal Portuário da BAMIN está inteiramente incluída na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica reconhecida pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), evidenciando o compromisso do Governo brasileiro com a conservação e desenvolvimento sustentável da área;

8. Considerando que a Mata Atlântica é um hotspot, contendo mais de 1.500 espécies de plantas vasculares endêmicas (> 0,5% do total mundial), e tendo perdido, pelo menos, 70% de seu habitat original;

9. Considerando que, em 1991, a região prevista para o Terminal Portuário da BAMIN ser implantado – área às margens do Rio Almada e área da Lagoa Encantada – foi Tombada pelo Município de Ilhéus e, por conseguinte, em 1993, foi alvo da criação da Área de Preservação Ambiental (APA) da Lagoa Encantada, que inclusive foi ampliada, em 2003, com o objetivo de conservar os valiosos ecossistemas remanescentes da Mata Atlântica na bacia do Rio Almada, sua nascente, os manguezais e áreas úmidas associadas a seu estuário, a riqueza que as áreas indicadas possuem como abrigo de espécies raras da fauna e flora locais, a grande beleza cênica que compõe o referido ecossistema, com imenso potencial de desenvolvimento de ecoturismo;

10. Considerando que a implantação do Complexo Intermodal Porto Sul afetará áreas de preservação permanente, assim definidas pelo artigo 215 da Constituição do Estado da Bahia, como, por exemplo, recifes de coral, manguezais, dunas e restingas;

11. Considerando que, ao contrário do que a BAMIN tem afirmado em relação à geração de “milhares” de empregos, com a implantação do Terminal Portuário, serão gerados apenas 460 postos de emprego definitivos – com mão-de-obra especializada, ou seja, não inserindo a população local – e que a exploração da mina em Caetité (BA) se dará pelo período de 25 anos, limitando a geração de empregos na região;

12. Considerando que o total do recurso alocado para a construção da Ferrovia EF-334 é da ordem de 6 bilhões de reais, o que representa cerca de 1/3 do orçamento anual do Estado da Bahia e que o traçado final da Ferrovia EF-334 está previsto para desembocar na Ponta da Tulha, em Ilhéus, em desconformidade com a legislação ambiental, bem como com o Plano Diretor do Município de Ilhéus;

13. Considerando que, ao lado de Caetité (BA) já existe uma ferrovia – a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que segue para o Porto de Aratu - que poderia ser utilizada para escoar o minério de ferro e exportar através do referido porto, afastando a necessidade de se construir uma nova ferrovia que interligue Caetité (BA) e Ilhéus (BA) e um novo porto na região da Ponta da Tulha, sendo uma opção extremamente menos impactante dos pontos de vista econômico e socioambiental;

As entidades subscritoras deste MANIFESTO são contra a implantação do Terminal Portuário da BAMIN, do Porto Sul e do traçado final da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), previstos para serem localizados na APA da Lagoa Encantada, pelos motivos expostos acima, e solicitam:

À Sra. Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a imediata suspensão dos processos de licenciamento do Porto da Ponta da Tulha, do Porto Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL);

Ao Sr. Presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Diniz de Aguiar, a imediata suspensão da abertura dos Editais de Concorrência da VALEC 005/10 e 008/10 para execução das obras da EF-334, previstos para 04/05/2010 e 07/05/2010, respectivamente, no que tange ao traçado final da ferrovia em Ilhéus (BA);

Ao Sr. Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES), Luciano Coutinho, a não apreciação de pedidos de financiamento relacionados ao Complexo Intermodal Porto Sul, em razão dos danos irreversíveis que o empreendimento irá gerar;

Ao Sr. Governador do Estado da Bahia Jaques Wagner, que utilize a verba destinada pelo PAC – Plano de Aceleração do Crescimento, em iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável na Bahia, tendo como exemplo o modelo de desenvolvimento da Costa Rica que gera renda e postos de trabalho para seus habitantes mediante o uso sustentável de seu patrimônio ambiental, notadamente de suas unidades de conservação, inserindo a Bahia definitivamente em um modelo de desenvolvimento do século XXI, levando em conta as futuras gerações, uma economia mais justa e sustentável e o respeito à natureza e às reais vocações da região.

Ilhéus, 25 de abril de 2010

Degradação: 1 Biodiversidade: 0

13 out

Saiu hoje no Estadão uma matéria preocupante: o planeta perdeu 30% de sua biodiversidade em 40 anos e somente nos países tropicais houve perda de 60% da fauna e flora. Destes,  70% são espécies de água doce que desapareceram. Estes índices alarmantes foram publicados no Relatório Planeta Vivo 2010 da WWF. Fonte: http://ow.ly/2SMZA

A WWF que publica o Relatório do Planeta de dois em dois anos, aponta que se estes níveis continuarem subindo, o mundo em 2030 estará  consumindo o dobro do que há no planeta. E sugere soluções como “investimento em eficiência energética, novas tecnologias para adquirir energia com baixa emissão de carbono, adotar a política de redução de pegada de carbono e impedir a degradação florestal”. – O que também está sugerido em meu plano de governo.

Não podemos esperar que esta previsão aconteça. A bandeira do “começa com você” é um fato. Os gestores públicos e a sociedade de modo geral não tem conhecimento do valor objetivo da perda da biodiversidade. É preciso uma conscientização geral para efetivarmos as ações que podem evitar mais perdas da biodiversidade no Brasil.

Neste mês, terei o prazer de participar da COP 10, onde especialistas se reunirão em Nagoya (Japão), para discutir a preservação da biodiversidade mundial. O plano é  desenvolver  estratégias e meios para avaliar e monitorar objetivos globais  que são compartilhados entre as partes. Podemos refletir a respeito e fazer algo que definitivamente possa beneficiar nosso futuro.

É uma conclusão clichê, mas depende de cada um de nós: Está em nossas mãos.

Nasce o mais jovem prematuro do Brasil

8 out

No Caderno de Saúde da Folha esta semana, li a matéria sobre Ana Júlia, um bebê que nasceu prematuro de cinco meses, com apenas 360g, no Rio de Janeiro.

Pode parecer um caso isolado, mas para se ter uma idéia, no Brasil, os casos de prematuros cresceu 27% nos últimos dez anos (Ministério da Saúde) e representam cerca de 75% dos casos de mortalidade neonatal. No Estado de São Paulo, a taxa de mortalidade de recém-nascidos é de cerca de 14,5% (dados de 2004).

Hospitais particulares têm alcançado sucesso em seus atendimentos, graças ao nível de profissionais e equipamentos adequados para atender emergências e complicações, além de bom acompanhamento nos tratamentos. O que infelizmente, ainda não acontece para todos.

No mês passado tive a oportunidade de conhecer a ONG Viver e Sorrir, que cuida de crianças prematuras e de suas famílias. Esta ONG oferece assistência a bebês prematuros, além de trabalhar para o aperfeiçoamento das unidades de atendimento a recém nascidos da USP. A ONG Viver e Sorrir atende cerca de 1000 bebês, crianças e adolescentes por mês.

Na ocasião eu já havia elogiado a iniciativa da ONG e reitero que soluções como a desenvolvida pelo grupo Viver e Sorrir ajudam a democratizar este tratamento para uma parcela mais humilde da sociedade.

Obrigado!

8 out

Agradeço a todos que direta ou indiretamente contribuíram para esta campanha ao governo de São Paulo. Pessoas que acreditaram até o fim na maturidade dos eleitores em enxergar a importância da sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

Apesar de verde, nossa proposta não trata apenas de meio ambiente. O trabalho está principalmente em mesclar a sustentabilidade com as outras questões importantes da sociedade como a saúde, educação, segurança, economia, transporte e outros muitos.

Minhas diretrizes de governo visam preparar a sociedade para os novos desafios do século que são amplamente relacionados às mudanças climáticas sim, mas também  ligados a economia e a um novo mercado. É por isso que insistimos tanto no investimento em educação para o séc. XXI: precisamos preparar nossos jovens para serem mais criativos e verdadeiros competidores dessa nova e feroz realidade.

O séc. XXI também apresenta outros desafios como: novas doenças (depressão, obesidade, estresse, alimentação incorreta, hábitos pouco saudáveis) e os órgãos de saúde pública precisam estar preparados para lidar com estas.

Desafios de transporte: é necessário melhor planejamento na frota de ônibus e a criação de alternativas eficientes e limpas para desafogar o excesso de carros como: utilização dos rios Pinheiros e Tietê para transporte de cargas (reduziria drasticamente o volume de caminhões nas marginais), aumento da linha do metrô e incentivo estatal para transportes alternativos como ciclovias mais extensas e seguras.

Fico feliz em ver que nosso esforço foi reconhecido por quase 1 milhão de eleitores em São Paulo e quase 20 milhões de eleitores de Marina Silva no Brasil. Esta vitória histórica mostra como a população está de olhos abertos e percebe a importância de nossa agenda e assuntos levantados.

Baixe aqui o plano de governo:  PlanodeGoverno.pdf

Patrimônio submerso

7 out

Estima-se que mais de 11 mil naufrágios teriam ocorrido ao longo dos mais de 7 mil quilômetros da costa brasileira e seus 510 anos de história. Destes, apenas uma pequena parte foi catalogada pela Marinha.

Não é difícil imaginar o patrimônio arqueológico, histórico, artístico e cultural submerso e ainda desconhecido, representado por peças de cerâmicas, arquitetura e material dos navios, esculturas, instrumentos de navegação, cargas que estavam sendo transportadas – artefatos que muito poderiam nos ensinar sobre nossa história. Os navios e bens naufragados também podem representar um importante segmento da economia turística, a exemplo do mergulho, porém ainda pouco desenvolvido e explorado no Brasil.

Em 1993 apresentei o Projeto de Lei n.º 4.285 (que hoje é a Lei Federal n.º 10.166/2000) que permite a pesquisa e o resgate de bens de valor artístico ou de interesse histórico ou arqueológico. Ainda de acordo com a Lei em questão, os bens resgatados continuam sob domínio da União, sendo estipulado o pagamento de uma recompensa àquele que efetuou a remoção dos mesmos. Trata-se de uma forma de estimular sua recuperação, já que o custo diário para a localização e resgate é da ordem de dezenas de milhares de reais – ou seja, todo este patrimônio estaria condenado a permanecer eternamente submerso se não houvesse um incentivo econômico para a sua remoção.

Defendo o incentivo a atividade turística conservacionista de exploração de bens submersos, a exemplo do mergulho e visita a museus com artefatos e bens, capaz de gerar e distribuir renda à população local. Um exemplo de sucesso no Estado de São Paulo é o mergulho em Ilhabela para visitação do navio Príncipe das Astúrias. A experiência pode com certeza ser expandida para outros pontos do litoral paulista.

Um bom exemplo foi uma notícia que saiu no Valor Econômico “Tesouros Submersos da Espanha” (7/10/2010) mostrando como tal país consegue enxergar os reais valores de seu patrimônio naufragado – não apenas em ouro e jóias, mas em cultura e história.

Observação de Baleias e a economia da Biodiversidade

30 set

Saiu hoje na Folha Turismo uma matéria sobre as baleias que visitam o litoral de Santa Catarina nos meses de outubro. Elas atravessam o Atlântico para acasalar, procriar e amamentar seus filhotes.

ONGs protetoras destes animais e empresas de turismo fazem parcerias para proporcionar a observação das baleias para turistas que são conscientizados e guiados por biólogos. Esta é uma maneira de utilizar a biodiversidade de maneira não exploratória.

O litoral do Estado de São Paulo não é rota de baleias, mas temos a Mata Atlântica: o bioma mais rico em biodiversidade do planeta. Estas espécies de fauna e flora espalhadas por toda a faixa litorânea, florestas de baixada, matas interioranas e campos de altitude, entre outros sistemas que podem  gerar renda à população paulista.

Com a criação da Política Estadual da Biodiversidade para o Estado de São Paulo, iremos proteger o bioma da Mata Atlântica (lei 11.428 de 2006); entre tantas diretrizes, criar incentivos econômicos e fiscais para estimular os proprietários de terra; implantar a Avaliação Ambiental Estratégica e o Zoneamento Ecológico Econômico; implementar a Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais além  desenvolver as novas linhas relacionadas ao uso econômico da biodiversidade como ecoturismo e novos produtos farmacêuticos.

Saiba mais detalhes no artigo: Baleias, turismo e economia da biodiversidade

Metas de Governo para SP do Séc. XXI

30 set

A Folha publicou hoje em seu editorial sobre as metas de governo, com o que se espera nas áreas de educação e saúde. O que foi colocado está totalmente de acordo com nossas propostas, o texto da Folha parece até ter saído do meu plano de governo.

O Editorial cita que em pesquisas recentes, o Brasil está em 52º lugar entre 57 nações, e dentro do país, o ensino está reprovado como um todo. Afirma que é preciso que haja mudanças radicais na maneira de como se vê a educação, reciclagem e estímulos aos profissionais e  grupo de professores.

Concordamos e já havíamos planejado a “Educação adequada às necessidades de nosso tempo”, ou seja, pretendemos desenvolver pequenos negócios para estudantes; promover o ensino técnico como prioridade; priorizar a política e orçamentária à educação; avaliar a atuação e a qualificação dos professores; descentralizar a rede de ensino entre outras diretrizes.

Imagem: Google

Será preciso também ampliar o acesso às tecnologias e desenvolver outros espaços de aprendizagem, que prepare o jovem de modo efetivo para um mercado cada vez mais competitivo. “Desenvolver o currículo escolar para o séc. XXI com a inclusão de temas que integrem a atuação profissionalizante e o pleno exercício da cidadania, como o ensino de idiomas, o uso se softwares e da internet, empreendedorismo e pequenos negócios criativos, sustentabilidade ambiental, noções básicas de contabilidade e economia.” (Programa de Governo Fabio Feldmann 2010 pg. 56 – leia na íntegra:  http://ow.ly/2Mq0w )

O Brasil deu um salto na questão de políticas sociais nos últimos anos, exercendo papel relevante na redução de desigualdades. Mas ainda assim é preciso preparar as novas gerações a depender menos de assistência e mais de seu auto-sustento. Também é papel do Estado mostrar a porta de saída dos programas sociais, que é a capacitação profissional por meio da qualificação na educação. Superar a pobreza por meio da garantia do acesso e da oferta de oportunidades aos indivíduos e famílias.

A construção de um sistema integrado de diferentes programas sociais em uma rede única terá papel importante  para  integrar as famílias em seu próprio Plano de Desenvolvimento Familiar. Tornando-os assim, parceiros dotados de consciência de suas potencialidades e capacidades.