Efeito Bullying

16 nov

Em inglês a palavra “bully” significa algo semelhante a “valentão”. Ou seja, aquele colega que maltrata os outros. O termo “bullying” é o verbo, que vem do ato de intimidar intencionalmente, por repetidas vezes, física ou psicologicamente, um indivíduo ou grupo específico. É um problema encontrado em grande parte das salas de aula e em locais de convivência entre crianças, jovens, podendo até se estender ao ambiente de trabalho.

Autoria da foto: www.dailymail.co.uk

Bully (Modelos posaram para a foto). Foto: www.dailymail.co.uk

Existem dois tipos de bullying: o chamado direto e indireto.
O bullying direto é o que estamos acostumados a ver nos jornais ou televisão, que envolve agressões físicas e ocorre geralmente entre meninos (muito embora casos entre meninas já tenham sido reportados: http://ow.ly/3aeC1).
O bullying indireto, mais comum entre as meninas, é relacionado à exclusão social, ocasionado com armas diferentes, mas não menos agressivas, tais como: recusa de socializar com a vítima, intimidação de quem se aproximar socialmente dela, espalhar boatos e/ou criticar aspectos sociais como fatores culturais, etnia, religião, modo de se vestir.
(Olweus p.18http://ow.ly/3aeIV)

A criança intimidada tem pior desenvolvimento escolar e pode desenvolver traumas psicológicos sérios, se envolver com drogas e, em casos mais extremos, levar a vítima a cometer suicídio e/ou a se vingar (casos de adolescentes que atiram em colegas em escolas americanas e brasileiras: http://ow.ly/39ASb).

É importante frisar que este comportamento agressivo entre os jovens é um problema de todos nós. Alguém que sofreu violência por muito tempo durante a infância tem mais chances de se tornar um cidadão com menor potencial de trabalho, menor autoestima, maior propensão a desenvolver doenças como a depressão e necessitar de mais apoio do Estado. Certamente,  agressores juvenis também são um problema: atos de violência na escola podem ser os primeiros passos para o caminho da delinquência.

Saiba identificar casos de bullying, para diferenciá-los de conflitos normais:

  • Tem objetivo de ferir e prejudicar
  • Aparenta ser intenso, o que ocorre por um período significativo de tempo
  • O intimidador procura ter poder e controle sobre a vítima
  • Não há pedido de desculpas

Sinais indicativos de que alguma criança próxima pode estar sofrendo bullying

  • Dificuldade de concentração na aula e fora dela
  • Quer fazer caminhos diferentes para ir à escola
  • Perda repentina de interesse por atividades ou eventos promovidos pela escola
  • Queda repentina de notas
  • Linguagem corporal de vítima (ombros curvados, cabeça baixa, não olha as pessoas nos olhos)
  • Volta para casa com ferimentos e hematomas inexplicáveis
  • Seus bens são constantemente “perdidos” ou danificados sem explicação
  • Sente-se deprimido
  • Fala sobre suicídio

(Allan Beane)

Quer saber mais?

  • Uma nova modalidade de provocações é conhecida como cyberbullying. Uma situação em que a vítima é exposta na internet, podendo tomar grandes proporções e gerar graves problemas. Veja um caso aqui: http://ow.ly/3ahuR
  • O caso “rodeio das gordas” (http://ow.ly/39B13), ocorrido na Unesp (Universidade Estadual Paulista), chocou o país e foi amplamente divulgado pela mídia.
  • Um exemplo ilustrativo de quão corriqueira é a situação de bullying, que ensejou até a produção de um videogame sobre isso:  “The Bully” – que foi proibido no Brasil por trazer cenas fortes de violência (http://ow.ly/38aUu) Trailer: http://ow.ly/38bg5.

Fontes:
Beanne. Allan L. “Proteja seu filho do Bullying” (inglês): http://ow.ly/38b2x
Olweus. Dan “Bullying at school: what we know and what we can do” (inglês): http://ow.ly/3aeIV

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